Visto de Cima

terça-feira, novembro 08, 2005

Chamar os bois pelos nomes

Vindas de um ministro, é de admirar a clareza das palavras:

P: No início do ano lectivo decorrem os chamados rituais de recepção aos caloiros. Qual é a sua posição sobre as praxes?

R: É de uma enorme revolta. Tenho um enorme apreço pelo ensino superior, as universidades e politécnicos são centrais para o desenvolvimento de uma sociedade moderna, mas acho que não são só escolas de instrução, mas também de educação, onde muitos jovens aprendem a viver e a participar na vida democrática. Não devem ser escolas de submissão e de iniciação a práticas fascistas.

P: É contra as praxes?

R: Sou absolutamente contra aquilo que se designa, com algum humor sádico e machista, por praxes académicas, como se nos devêssemos rir disso. São uma escola de falta de democracia e fascismo e devia haver uma atitude de menos complacência por parte de todos, nas universidades e fora delas.


Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior
Entrevista Público/Rádio Renascença
07/11/2005

3 Comments:

At 09:53, Blogger Pinto Ribeiro said...

ponto chave: as praxes têm ke akabar. ponto final. em devido tempo lutei kontra akilo. é abjekto.só rekuperam merda. 1 abraço. a korrer....

 
At 13:35, Blogger seu_misha said...

Matar um morcego por dia dá saude e alegria ... esse a que deveria ser o mote...
mas já agora pergunto:
Se as praxes incomodam os caloiros, os professores, os reitores, os ministros e todos aqueles que tem 2 dedos de testa, porque raio essas bestas levam a deles avante?

 
At 21:51, Blogger mr what a long name this hardly worth typing said...

2 thumbs up pra posta.

 

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